Durante sessão na Câmara de Vereadores de Pedra Preta (MT), realizada na última segunda-feira (25), o vereador Gilson José de Souza, conhecido como “Gilson da Agricultura” (União), agitou o plenário ao se referir à prefeita Iraci Ferreira de Souza (PSDB) como “cachorra viciada”. O ataque verbal ocorreu quando Gilson criticava o comportamento da gestora em campanhas, acusando-a de atuar apenas em época eleitoral, “indo dentro dos assentamentos pedir voto”.
Ele reforçou o xingamento ao afirmar que espera que, no próximo ano, a prefeita se comporte da mesma forma — “igual cachorra viciada atrás dos vereadores de primeiro mandato para pedir apoio para poder ajudar eles”.

A fala provocou reação imediata entre os presentes e gerou repercussão na classe política. O partido União Brasil, ao qual Gilson é vinculado, emitiu uma nota de repúdio condenando a postura do vereador. A prefeita, por sua vez, informou que registrará boletim de ocorrência por injúria no âmbito da Câmara Municipal.
Entenda o caso
O episódio expõe uma prática recorrente de discursos agressivos e ofensivos dentro da política municipal, que ultrapassam o debate de ideias. O uso de expressões depreciativas em ambiente público evidencia um clima de tensão entre o Legislativo e o Executivo local. A repercussão do caso reforça a discussão sobre limites do discurso entre autoridades e o respeito ao decoro parlamentar.












