O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou o afastamento, por um ano, do prefeito de São Bernardo do Campo (SP), Marcelo Lima (Podemos), investigado por corrupção e lavagem de dinheiro. A medida foi tomada no âmbito da Operação Estafeta, que apura o pagamento de propina por empresários com contratos na administração municipal.
Segundo a Polícia Federal, a maior parte da propina seria destinada a Marcelo Lima. Durante as investigações, agentes apreenderam quase R$ 2 milhões em espécie com um empresário preso em flagrante. O prefeito terá de usar tornozeleira eletrônica e não poderá deixar a cidade sem autorização judicial.
A decisão também afastou Danilo Lima (Podemos), presidente da Câmara e primo do prefeito, e Ari José de Oliveira (PRTB), suplente de vereador. Foi decretada ainda a prisão de Antonio Rene da Silva, diretor da Secretaria de Coordenação Governamental.
As apurações começaram em julho, após a PF encontrar R$ 14 milhões no apartamento de Paulo Iran Paulino da Costa, assessor parlamentar da Assembleia Legislativa de São Paulo, atualmente foragido. Ele é suspeito de pagar contas da família de Marcelo Lima. A polícia afirma que Paulo Iran e Antonio Rene usavam celulares clandestinos e códigos para identificar pessoas e empresas que pagavam propina.
A Prefeitura de São Bernardo do Campo afirmou que colaborará com as investigações. O Podemos declarou confiança na lisura do prefeito. O advogado de Paulo Iran disse que se manifestará no processo, enquanto Ari José de Oliveira afirma desconhecer o inquérito.













