O conselheiro da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Antonio Galvan, fez um alerta sobre os impactos da decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aplicar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros exportados ao mercado americano. Entre os itens afetados, a carne bovina é a que mais preocupa o setor.
Em entrevista ao portal REPORTER MT, Galvan, que também é produtor rural e já presidiu a Aprosoja-MT e a Aprosoja Brasil, explicou que, em um primeiro momento, o consumidor brasileiro pode até sentir redução no preço da carne no mercado interno, devido à diminuição da demanda externa e ao aumento da oferta dentro do país.
No entanto, o dirigente reforça que o aparente benefício para o consumidor esconde um grave problema para quem está na base da cadeia: o pecuarista.
“O valor da arroba do boi já sofreu uma queda significativa. Essa diferença de preço vai recair sobre o produtor, que será o mais prejudicado pelo tarifaço”, destacou Galvan.
Segundo ele, a medida norte-americana obrigará muitos produtores a remanejar suas estratégias de produção, especialmente nas áreas de carne, café e frutas, que estão na lista dos produtos sobretaxados.
Galvan reforçou ainda que o momento exige cautela e união do setor. “Não se trata apenas de uma questão comercial, mas de sobrevivência do produtor rural, que terá de absorver sozinho um impacto bilionário”, concluiu.
O porquê do tarifaço de Trump
A decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de sobretaxar em 50% as exportações brasileiras, não foi apenas econômica, mas também política.
Segundo analistas internacionais, a medida surgiu como resposta a um conjunto de fatores:
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Tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos;
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Acusações de que o Brasil estaria interferindo em questões internas americanas;
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Pressão de setores produtivos dos EUA, especialmente ligados à carne e ao café, que reclamavam de concorrência desleal com o agronegócio brasileiro.
Com isso, Washington decidiu impor o chamado “tarifaço”, atingindo diretamente produtos de grande peso na balança comercial brasileira — carne bovina, café e frutas — e colocando produtores rurais em alerta máximo.













