As reformas econômicas do presidente Javier Milei trouxeram estabilidade ao turbulento mercado cambial argentino e conquistaram elogios de investidores internacionais. No entanto, o mesmo pacote de medidas tem impulsionado a pior onda de inadimplência corporativa desde a pandemia.
Com a retirada da maior parte dos controles cambiais para pessoas físicas, o custo dos empréstimos internos disparou, especialmente para empresas que dependem do peso argentino. Muitas delas enfrentam fluxo de caixa reduzido e dívidas elevadas, cenário agravado pela política econômica recente.
Neste ano, mais de seis empresas já entraram em default ou iniciaram renegociações de dívidas, entre elas a concessionária Grupo Albanesi. Segundo Ezequiel Fernandez, chefe de pesquisa de crédito e ações da Balanz Capital, setores como agricultura, energia e manufatura já mostram sinais de estresse financeiro.
Embora Milei tenha obtido avanços na estabilização macroeconômica, analistas alertam que o custo dessa mudança pode ser alto para o setor produtivo, que enfrenta dificuldades crescentes para manter operações diante do crédito caro e restrito.













