A Polícia Federal identificou que o alvo da operação realizada nesta quarta-feira (3) em Cuiabá era responsável por emitir passagens aéreas para mulheres recrutadas sob falsas promessas de trabalho, mas que acabavam sendo enviadas à Europa para exploração sexual. As vítimas, iludidas pelas ofertas, sequer imaginavam o destino real de suas viagens até chegarem ao país de destino.

Segundo as investigações, os bilhetes e hospedagens eram parte do esquema para facilitar o deslocamento das vítimas de forma discreta. A descoberta revela o alto grau de organização da quadrilha, que agia com planejamento, usando documentos e procedimentos aparentemente legítimos para esconder sua atuação criminosa.
Como funcionava a rede criminosa
As investigações apontam que os criminosos atuavam em diferentes frentes: aliciadores responsáveis por recrutar mulheres em situação de vulnerabilidade, operadores que providenciavam passagens e hospedagens e contatos no exterior que recebiam as vítimas. Essa estrutura organizada dificultava a detecção do esquema e ampliava o alcance internacional da rede de exploração.












