Mato Grosso vai manter por volta de 27% da sua produção de soja para processamento local, impulsionado pelo aumento da demanda por biodiesel, especialmente após a elevação da mistura obrigatória em vigor desde 1º de agosto. O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) destaca que esse movimento fortalece a agroindústria local e reduz a dependência do estado em relação à exportação de grãos in natura.
A oferta de soja na safra 2025/26 está estimada em torno de 48,55 milhões de toneladas, com uma retração de cerca de 4,8% em relação ao ciclo anterior — resultado da menor produtividade esperada. Ainda assim, o crescimento da esmagamento e do consumo interno indica uma reestruturação da cadeia produtiva, com impacto direto na geração de emprego e na adição de valor dentro de Mato Grosso.

Destaques regionais: Pontes e Lacerda
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A agroindústria local também se beneficia da tendência de processamento dentro do estado, uma vez que frigoríficos e usinas locais ganham fôlego com a soja destinada ao esmagamento.
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Essa lógica contribui para gerar renda e emprego nas regiões menos centrais, como Pontes e Lacerda, que historicamente são importantes polos agrícolas em expansão no oeste de Mato Grosso.











