A produção agrícola brasileira deve alcançar um novo recorde em 2025, chegando a 341,9 milhões de toneladas, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) divulgado nesta terça-feira (14) pelo IBGE. O volume representa um aumento de 16,8% em relação ao desempenho de 2024 — um salto de 49,2 milhões de toneladas.
O crescimento é resultado direto das boas condições climáticas e da expansão das áreas plantadas, além do investimento dos produtores, motivados pelos preços atrativos no momento do plantio.
“Com auxílio do clima benéfico durante a safra de verão e a segunda safra, chegou-se ao recorde na safra de grãos. Outro motivo é que os produtores também ampliaram as áreas de plantio e investiram mais nas lavouras porque os preços de alguns produtos estavam atrativos e com boa rentabilidade”, explicou Carlos Barradas, gerente do levantamento do IBGE.
Destaques do levantamento
Em comparação ao relatório de agosto, o estudo de setembro mostrou aumento nas projeções para as principais culturas do país. O milho lidera o avanço, com alta de 0,3% na 2ª safra (acréscimo de 352,8 mil toneladas) e 0,2% na 1ª safra (mais 61,5 mil toneladas).
O algodão herbáceo em caroço teve destaque com alta de 3,7%, somando 351,6 mil toneladas adicionais. Também registraram avanço o tomate (4,3%), café canephora (4,2%), feijão 2ª safra (3,2%), mandioca (1,2%), trigo (1%) e cevada (1,7%).
Por outro lado, algumas culturas apresentaram redução nas estimativas, como o feijão 1ª safra (-4,6%), a aveia (-1,9%), o café arábica (-0,8%) e a soja, que manteve variação negativa de 0,0%.
Com o resultado, o Brasil segue consolidando sua posição entre os maiores produtores agrícolas do mundo, reforçando o papel estratégico do agronegócio na economia nacional.













